domingo, 15 de fevereiro de 2026

Quando o Trump vai cair?

AH – Quando Trump “cai”?

Inserir aqui o gráfico do mapa calculado em 15/02/2026 – 09:28 – São Paulo/SP. Querente: Denise Boschetti

Antes de responder, é fundamental ensinar como se pensa uma pergunta horária mundana. A pergunta não é “eu vou cair?”, mas sim: há indicação de queda do governante?

Isso muda completamente o eixo da análise.

1. Primeiro Passo: Radicalidade

Ascendente: 14° Áries
Não está precoce nem tardio
Lua não está VOC
Lua não está Via Combusta
Saturno não está na 7ª
Carta radical
Para um iniciante: antes de julgar qualquer mapa, verificamos se ele “pode falar”. Se o Ascendente estivesse abaixo de 3° ou acima de 27°, poderíamos suspeitar de prematuridade ou assunto já decidido. Aqui, o mapa está limpo e apto.

2. Segundo Passo: Quem Representa Quem?

Modo Mundano:

Casa 1 = Povo
Casa 10 = Governo
Regente da 10ª = Saturno
Em astrologia mundana horária: Casa 10 representa o governante. Logo, Trump = Saturno. Esse é o primeiro grande pilar do raciocínio.

3. Terceiro Passo: Estado Cósmico do Governante

Saturno a 00°10' Áries
Áries = Queda de Saturno
Conjunção aplicativa a Netuno
Recém ingressado em signo
Aqui ensinamos algo essencial: Um planeta em queda não tem dignidade essencial. Ele está fora do seu ambiente natural. Saturno em Áries indica: • Perda de sustentação estrutural • Dificuldade de manter autoridade • Fragilidade institucional Mas atenção: Debilidade não significa queda automática. Significa vulnerabilidade.

4. O Papel da Lua – O Filme da Pergunta

Lua a 03° Aquário
Angular (Casa 10)
Signo Fixo
Próximos aspectos:
– Conj. Plutão (~1,7 meses)
– Conj. Marte (~29 meses)
Sem aplicação a Saturno
A Lua mostra o desenrolar dos acontecimentos. Ela está angular → evento relevante. Ela está em signo fixo → tendência à permanência. O detalhe crucial: A Lua não aplica a Saturno para destruí-lo. Sem perfeição, não há evento definitivo.

5. Existe Técnica de Queda?

Para que houvesse queda clara, precisaríamos de:

  • Aspecto aplicativo destrutivo entre significadores
  • Frustração
  • Proibição
  • Refranação
  • Mudança de signo antes da perfeição

Nenhuma dessas técnicas ocorre aqui.

6. Timing – Como Calculamos?

Lua angular + signo fixo → unidade = meses.

Primeiro marco: conjunção com Plutão → cerca de 1,7 meses. Indica crise intensa, pressão, escândalo ou exposição.

Mas crise ≠ queda.

Conclusão Didática

O mapa mostra fragilidade e erosão progressiva, não queda imediata.

Saturno está debilitado — sim. Mas não há perfeição indicando derrubada súbita. O cenário sugere desgaste estrutural que pode se acumular ao longo do tempo, mas não um colapso imediato dentro da janela curta indicada pelo mapa.

Para o estudante: A astrologia horária não julga emoções. Ela julga perfeições técnicas. E aqui, tecnicamente, não há queda iminente.

Astrologia Horária Tradicional | Sistema Regiomontanus | Tradição Lilly, Bonatti & Saliba

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Uma Análise Sombria de Jeffrey Epstein

Mapa Astral de Jeffrey Epstein: Uma Análise Sombria

Jeffrey Epstein: O Mapa Astral de Um Predador Oculto

Jeffrey Epstein foi mais do que um milionário misterioso — ele foi o arquiteto sombrio de um império construído sobre silêncio, influência e destruição. Durante décadas, sua figura elegante transitava entre os bastidores do poder global, onde sorrisos disfarçavam perversões, e promessas vinham envoltas em contratos invisíveis de obediência e medo.

1. A Máscara do Benfeitor e a Dissolução da Moral

Seu Ascendente em Capricórnio oferecia ao mundo a imagem de um homem confiável, disciplinado, o típico mentor de elites. Mas por trás da cortina havia um outro homem. Saturno conjunto a Netuno na Casa 9 revela o colapso da moral — a dissolução das fronteiras éticas. Epstein vivia sob uma crença secreta de que era intocável, acima da lei. Criou para si uma filosofia sombria, onde prazer e dominação justificavam qualquer atrocidade.

Imagine os jantares discretos em mansões iluminadas por candelabros, onde sua fala mansa escondia contratos invisíveis de subjugação. Sua bússola moral, longe de apontar o norte, girava em torno de poder, luxúria e silêncio comprado.

2. Vênus e Marte em Peixes: O Predador Silencioso

Na Casa 2, influenciando a Casa 3, Vênus e Marte em Peixes formavam uma dupla etérea, sorrateira. Aqui, o desejo era nevoento, sem fronteiras. Ele não conquistava com força — mas com falsas promessas de apoio, com a máscara de mentor, com presentes simbólicos, viagens, oportunidades. Peixes torna tudo ambíguo, líquido. Seduzia não com luxúria explícita, mas com a ilusão do afeto.

Cada vítima era atraída como um náufrago para um bote de ouro, que na verdade escondia correntes. Jovens estudantes, sonhadores, capturados por um script cuidadosamente encenado de gentileza venenosa.

3. Plutão na Casa 8: Controle Psicológico e Abuso

Plutão em Leão na Casa 8 é o coração negro deste mapa. O leão quer reinar — e Plutão quer destruir para dominar. Ele não apenas queria o corpo das vítimas, mas suas almas dobradas. Queria que dependessem dele, que o temessem e o obedecessem.

Esta posição planetária fala de segredos guardados a ferro e chantagem. Em seus cofres não havia apenas dinheiro — havia vídeos, documentos, provas silenciosas que calavam os que ousavam desafiar o rei da ilha. A Casa 8 é a do sexo, mas também a da morte simbólica. E Epstein, com seu Plutão dominante, oferecia ambas como moeda.

4. Sol em Aquário e Lua em Áries: Frieza e Impulsividade

O Sol no grau zero de Aquário revela uma mente futurista e desapegada. Para ele, pessoas eram peças de laboratório, parte de um experimento privado. A Lua em Áries, impaciente e impulsiva, exigia gratificação imediata — fosse carinho, sexo ou subjugação.

Ele operava como um cientista louco em seu próprio mundo moral: meticuloso ao construir a rede de aliciamento, mas brutalmente impulsivo em seus desejos mais íntimos. Combinava frieza intelectual com uma urgência carnal incontrolável.

5. Meio-do-Céu em Escorpião: Imagem Pública nas Sombras

MC em Escorpião fala de uma reputação construída sobre o que não se vê. Epstein era o mestre dos bastidores, envolvido em "projetos" financeiros, educacionais e científicos — todos com um véu. Urano na Casa 7 sugere que ele formava alianças imprevistas, excêntricas, mas incrivelmente estratégicas.

Como um ilusionista, ele desaparecia atrás de instituições, fundações e poderosos aliados. Só quando o véu caiu — com sua prisão em 2019 — o mundo viu o verdadeiro monstro que se escondia sob a máscara de filantropo.

Este mapa é um retrato dramático de como carisma, inteligência e riqueza podem ser usados como ferramentas de dominação e perversão. Ele mostra um homem que conhecia as engrenagens da alma humana — e escolheu usá-las para destruir, não para curar. A astrologia não inocenta, mas revela o teatro interno de onde o horror nasce.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Saturno em Áries: um despertar realista

O Despertar do Guerreiro e a Reconstrução do Mundo

Mapa do Ingresso de Saturno em Áries - 13/02/2026 às 21:11:30 (Brasília)

Saturno em 29°60' de Peixes (limiar de 0° de Áries) conjunto a Netuno (0°31' Áries) na Casa 6. O regente tradicional de Áries, Marte, está em Aquário na Casa 5, enquanto o regente moderno, Plutão, também reside em Aquário. Júpiter, regente de Peixes, está exaltado em Câncer na Casa 10, porém retrógrado.

1. O Ponto de Mutação: O Fim da Ilusão

O ingresso de Saturno no grau zero de Áries representa o momento mais crítico da década. É o encontro do "Senhor do Tempo" com o "Senhor dos Sonhos" (Netuno) no ponto inicial do zodíaco. Astrologicamente, isso sinaliza a materialização de ideais ou o colapso de fantasias globais. Na Casa 6, este aspecto foca na reestruturação do trabalho, da saúde pública e das forças armadas. O mundo deixa de "esperar que algo aconteça" (Peixes) e passa a "fazer acontecer" (Áries), mas com a dureza e a responsabilidade que Saturno exige.

O Ascendente em Libra (11°07') coloca Vênus em Peixes na Casa 6 como regente do mapa. Júpiter retrógrado em Câncer na Casa 10 (Meio do Céu) faz oposição à Lua em Capricórnio na Casa 4. O Sol em Aquário está no exílio, regido tradicionalmente por Saturno.

2. Brasil: O Desafio Institucional e Social

Com o Ascendente em Libra para Brasília, o Brasil buscará um papel de mediador internacional, mas a realidade interna será de contenção. Júpiter retrógrado no Meio do Céu sugere um governo que tenta expandir sua influência através de tradições ou protecionismo (Câncer), mas que enfrenta revisões judiciais ou obstáculos burocráticos. A oposição Lua-Júpiter entre as Casas 4 e 10 aponta para um conflito entre as necessidades da população (família, habitação) e as ambições do Estado. A economia doméstica será testada pela austeridade de Saturno.

Urano em Touro (27°30') na Casa 8 faz quadratura ao Sol e Marte em Aquário na Casa 5. Mercúrio em Peixes conjunto ao Nodo Norte sugere uma comunicação intuitiva, mas nebulosa, influenciada por Júpiter (tradicional) e Netuno (moderno).

3. Economia e Política: O Choque Tecnológico

A nível mundial, a quadratura entre Urano em Touro e o Sol/Marte em Aquário prevê rupturas financeiras ligadas à tecnologia. A Casa 8 lida com grandes dívidas e recursos compartilhados; Urano aqui indica colapsos ou mudanças súbitas nos sistemas bancários e criptomoedas. Politicamente, Marte e Plutão em Aquário energizam movimentos de massa e revoluções tecnológicas. Saturno em Áries impõe uma "Lei do Ferro" — apenas as estruturas que forem rápidas e eficientes sobreviverão. É o fim de subsídios ineficientes e o início de uma era de pragmatismo agressivo.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Momento Atual (Semana de 26/01/2026)



O momento é marcado por uma forte pressão sobre instituições de poder e governança, especialmente aquelas que dependem de legitimidade colegiada e confiança pública. No Brasil, o foco recai sobre o Supremo Tribunal Federal, exposto a críticas internas e externas que exigem transparência, autocontenção e redefinição de limites. As falas do presidente da Corte refletem um clima de urgência institucional: há consciência de que a inércia pode abrir espaço para intervenções externas e perda de autonomia, algo que o noticiário internacional recente torna um alerta concreto.

O Sol em Aquário na casa das instituições coletivas ilumina estruturas de poder que não funcionam mais de forma vertical. Essa posição força lideranças a justificar sua autoridade perante o coletivo, enquanto Saturno em Peixes dissolve antigas certezas jurídicas e cobra responsabilidade ética antes que limites sejam impostos de fora.

A recorrência do tema do foro privilegiado, do corporativismo e do silêncio entre pares revela um desconforto estrutural mais profundo. O desgaste da imagem do Judiciário não surge apenas de casos isolados, mas da percepção pública de que mecanismos criados para proteger a função passaram a servir à autopreservação do sistema. A defesa institucional começa a ser confundida com fechamento corporativo, o que amplia a desconfiança social.

Plutão em Aquário atua como força de exposição e depuração dos bastidores institucionais. Ele rompe pactos silenciosos e traz à superfície relações de poder que antes permaneciam ocultas, enquanto Mercúrio em Aquário amplia o debate público e transforma decisões técnicas em temas políticos e sociais.

As denúncias ambientais envolvendo familiares de autoridades reforçam a sensação de que nenhuma esfera está isolada. Questões locais, antes restritas a órgãos regionais, ganham repercussão nacional e passam a dialogar diretamente com a crise de credibilidade institucional. O tema ambiental surge como elemento concreto, territorial e verificável, contrastando com discursos abstratos de legalidade.

A Lua exaltada em Touro ancora o debate em fatos materiais, território, solo e recursos naturais. Em posição ligada à comunicação cotidiana, ela favorece reportagens investigativas e dá corpo físico a problemas que poderiam permanecer apenas no campo simbólico.

No campo eleitoral, cresce a preocupação com o uso intensivo de inteligência artificial nas campanhas, sinalizando que 2026 será qualitativamente diferente de pleitos anteriores. O desafio não é apenas tecnológico, mas regulatório e ético: como fiscalizar, conter abusos e preservar a integridade do processo democrático diante de ferramentas que operam em escala e velocidade inéditas.

Mercúrio, Vênus e Marte em Aquário apontam para a centralidade das redes, da tecnologia e da persuasão coletiva. Saturno em Peixes indica a dificuldade de criar normas claras em um ambiente fluido, exigindo atualização constante das regras e maior rigor institucional.

No cenário internacional, episódios de violência estatal durante manifestações reacendem debates sobre imigração, repressão e direitos civis, especialmente nos Estados Unidos. A resposta política imediata tende a polarizar ainda mais o ambiente, deslocando o foco do fato em si para a disputa pela narrativa e pela legitimidade da força usada pelo Estado.

A combinação de Marte e Plutão em Aquário evidencia confrontos entre autoridade e coletividade, onde ações de segurança são justificadas em nome da ordem, mas geram reações intensas do corpo social. Júpiter retrógrado em signo de proteção revisita questões morais, ampliando o debate sobre até onde o poder pode ir.

Em síntese, o momento revela um padrão global: instituições são pressionadas a se autorregular, atualizar normas e demonstrar transparência antes que crises de confiança se convertam em rupturas mais profundas. O dia não aponta para resoluções definitivas, mas para a intensificação de questionamentos que moldarão decisões nos próximos meses.

O predomínio de signos fixos em Aquário indica tensão prolongada e resistência à mudança imediata, enquanto a atuação de Saturno sugere que ajustes serão inevitáveis, ainda que lentos. Trata-se de um período de teste estrutural, no qual a sobrevivência institucional depende da capacidade de adaptação ética e coletiva.

sábado, 24 de janeiro de 2026

Mapa Astral do Brasil: Realidade Política

Análise de Conjuntura: Previsão Simbólica vs. Realidade Política
no Brasil (2025-2026)



1.0 Introdução: Metodologia e Escopo da Análise

O propósito deste documento é realizar uma análise de conjuntura crítica, utilizando um conjunto de previsões astrológicas como um "modelo simbólico" para testar sua aderência aos eventos políticos factuais ocorridos no Brasil entre meados de 2025 e o início de 2026. O objetivo não é validar a astrologia como ciência, mas sim avaliar a utilidade deste modelo para identificar temas estruturais e períodos de tensão, confrontando suas projeções com ocorrências verificáveis noticiadas na imprensa. Esta abordagem nos permite auditar a eficácia do modelo como ferramenta de prospecção para a "atmosfera" política, mesmo que não consiga prever eventos específicos com precisão.
A análise se desdobrará em quatro etapas: a apresentação das premissas e principais projeções do modelo simbólico; o confronto rigoroso entre essas previsões e os fatos observados no período já transcorrido; uma avaliação crítica da performance do modelo, distinguindo seus pontos fortes e fracos; e, por fim, um refinamento das projeções para o ciclo eleitoral de 2026, com foco em cenários e sinais de alerta mais objetivos.

2.0 O Modelo Preditivo Simbólico: Principais Projeções para 2025-2026

Antes de avaliar a precisão do modelo, é fundamental compreender suas premissas e as principais tendências apontadas para o período de meados de 2025 ao final de 2026. O modelo se baseia em três "ondas" de trânsitos astrológicos que modulariam o cenário político, influenciando desde o humor popular até as correntes ideológicas de fundo. As projeções centrais para cada fase são as seguintes:
• Julho – Outubro de 2025: "Pré-aquecimento"
    ◦ Previsão Central: Um período de intensa articulação de bastidores, marcado pelo redesenho de alianças políticas. O modelo aponta para o uso estratégico de denúncias, dossiês e "vazamentos" como a principal arma política, a ser manejada como tática privilegiada da direita dura para pautar o debate público.
• Novembro de 2025 – Março de 2026: "O Grande Nevoeiro"
    ◦ Previsão Central: A dissolução de certezas ideológicas e o retorno da pauta moral e religiosa ao centro do debate político. A extrema-direita encontraria uma janela de oportunidade para capitalizar essa "névoa simbólica" com um discurso de salvação e redenção nacional. Crises de autoridade em partidos tradicionais e a eclosão de greves ou protestos setoriais também são antecipadas para este período.
• Abril – Outubro de 2026: "Tempestade Magnética"
    ◦ Previsão Central: Radicalização do debate público e um choque direto entre uma "nova direita" e uma "nova esquerda". A comunicação política seria pulverizada pela explosão de micro-influenciadores, memes virais e o uso disseminado de deepfakes. O período de agosto a outubro é identificado como o clímax da tensão emocional e da polarização, com o risco de um "fato traumático" – como um atentado ou uma denúncia de grande impacto – redefinir as agendas às vésperas da eleição.
Estabelecidas estas hipóteses simbólicas, o passo seguinte é submetê-las a um rigoroso teste de estresse contra a realidade factual.


3.0 Análise de Aderência: Confronto entre Previsões e Fatos (Jul. 2025 – Jan. 2026)

A validade de qualquer modelo preditivo, seja ele quantitativo ou simbólico, reside em sua capacidade de se correlacionar com a realidade empírica. Esta seção realiza um balanço crítico, comparando sistematicamente as previsões para o período já transcorrido (julho de 2025 a janeiro de 2026) com eventos concretos e noticiados. A tabela a seguir sintetiza essa comparação, avaliando o nível de aderência para cada projeção central.
Núcleo da Previsão
Ocorrências Reais Verificáveis
Nível de Aderência
Jul-Out 2025: Redesenho de alianças, tensão de bastidores e uso de dossiês/vazamentos como arma informacional.
Choques institucionais dominaram a cena com o STF aceitando denúncia (Set/2025) e condenando Jair Bolsonaro por tentativa de golpe, mantendo o tema "legitimidade" em alta.
Alta
Jul 2025: Pressão sobre sistemas financeiros e de redes digitais, com risco de ruptura.
Ocorreu um ataque cibernético a um fornecedor do sistema financeiro, com acesso não autorizado a contas de reserva de instituições, conforme noticiado.
Alta
Nov 2025-Mar 2026: Retorno da pauta moral ao centro do debate político.
A Câmara aprovou o PDL 3/2025 em novembro, que dificulta o acesso ao aborto legal para crianças vítimas de violência, gerando um grande conflito moral-político.
Muito Alta
Nov 2025-Jan 2026: Movimento institucional para regular o ambiente digital antes das eleições de 2026.
O TSE abriu minutas e recebeu sugestões para as Eleições 2026, focando na responsabilidade sobre conteúdo digital e ataques ao processo eleitoral (Jan/2026).
Alta
Fim 2025-Jan 2026: "Vazamentos" como instrumento de disputa de poder.
Noticiado um vazamento massivo de dados em Pernambuco, com milhões de CPFs e outros dados circulando em fóruns de hackers (Jan/2026).
Alta
Jan 2026: Pico de tensão e confrontos nas ruas.
Até 24/01/2026, não se confirmou um padrão nacional de confrontos de rua na escala sugerida pela previsão. Houve mobilizações pontuais, mas a previsão foi mais dramática que a realidade.
Baixa–média
A alta correlação temática, contrastada com a baixa precisão factual, exige uma dissecção das forças e fraquezas inerentes a este tipo de modelo preditivo.

4.0 Avaliação Crítica: A Força e a Fraqueza do Modelo Simbólico

Entender por que um modelo acerta ou erra é analiticamente mais valioso do que apenas registrar seus resultados. O foco desta seção é extrair lições sobre a natureza da previsão simbólica e do próprio cenário político. A análise revela que o modelo funciona melhor como um identificador de pautas latentes do que como um gerador de previsões de eventos.
A eficácia do modelo concentra-se em sua alta aderência na identificação de temas estruturais e tensões latentes. As previsões foram precisas ao apontar que a moralidade, a disputa de narrativas, a regulação do ambiente digital e os choques institucionais seriam os eixos centrais do conflito político no período. Isso ocorreu porque esses temas já faziam parte da conjuntura nacional, e o modelo simbólico funcionou como um eficaz marcador de timing, indicando quando essas tensões viriam à tona com mais intensidade.
Por outro lado, a fraqueza do modelo se manifestou em sua tentativa de prever a forma concreta dos eventos, um reflexo de sua incapacidade de processar a agência política e as variáveis contingenciais. Projeções como "grandes confrontos de rua" ou um "fato traumático" mostraram-se frágeis por carecerem de gatilhos e critérios verificáveis. A realidade política é demasiado complexa para que a forma exata de um evento seja antecipada sem uma análise detalhada dos atores e contextos imediatos, variáveis que estão fora do escopo de um modelo puramente simbólico e definem o domínio da análise política tradicional.
Com base nesta avaliação crítica, é possível refinar as projeções futuras, abandonando a busca por certezas sobre eventos específicos e focando na construção de cenários e no monitoramento de sinais observáveis.

5.0 Projeções Refinadas e Sinais de Alerta para o Ciclo Eleitoral de 2026

Após a avaliação crítica do modelo, as projeções para o restante do ciclo eleitoral de 2026 são aqui reestruturadas para serem mais objetivas e amarradas a eventos-chave e indicadores verificáveis. A abordagem passa da previsão de eventos para a delineação de cenários prováveis e a identificação de sinais de alerta.
5.1 Janeiro – Março de 2026: Instituições Apertam o Cerco
• Cenário Provável: Intensificação da "guerra de narrativas" em torno de temas como moralidade, religião e patriotismo, usada como ferramenta para organizar e mobilizar bases eleitorais. Em paralelo, espera-se uma forte resposta institucional do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da Justiça e do Congresso para fechar brechas legais sobre desinformação, uso de inteligência artificial e regras de campanha.
• Sinal para Acompanhar: Monitorar a velocidade e o conteúdo da tramitação de novas regras eleitorais, o volume e o teor de decisões judiciais sobre remoção de conteúdo digital e a escalada de projetos de lei ou Propostas de Emenda à Constituição (PECs) relacionados a costumes.
5.2 Abril – Junho de 2026: Pulverização e Guerra de Formatos Digitais
• Cenário Provável: O modelo simbólico aponta para uma nova fase a partir de abril, caracterizada pela entrada de "Urano em Gêmeos". Em termos práticos, isso se traduz em um cenário de fragmentação da campanha eleitoral, com uma explosão de microcampanhas, memes virais, cortes de vídeo e uma disputa acirrada pela atenção em múltiplas plataformas. Deepfakes e conteúdo gerado por IA se tornarão ferramentas comuns, tornando as regras do TSE e a alfabetização midiática do eleitorado fatores decisivos.
• Risco e Oportunidade: O principal risco é o "tiro sair pela culatra", onde um escândalo de autenticidade (como um deepfake malicioso desmascarado) pode destruir rapidamente a confiança em um candidato. A oportunidade surge para grupos que consigam combinar criatividade digital com credibilidade e uma forte capilaridade local, superando o mero barulho em escala nacional.
5.3 Julho – Outubro de 2026: A Fase Crítica do Ciclo Eleitoral
• Cenário Provável: Este período apresenta a maior probabilidade de eventos-gatilho de alto impacto (grandes escândalos, vazamentos, decisões judiciais relevantes) que podem dominar o noticiário e alterar o curso da campanha. A polarização emocional deve se intensificar, com menos debate sobre programas de governo e mais apelos a medo, raiva e identidade. O Centro político será testado, mas deve manter seu papel de "rei-maker", ainda que sob risco de fraturas internas diante da intensificação da pressão.
• Sinal para Acompanhar: Monitorar a volatilidade nas pesquisas de intenção de voto que exceda a margem de erro por dois ciclos consecutivos, o aumento de incidentes de desinformação verificada, decisões críticas do TSE sobre candidaturas ou propaganda, e um aumento na frequência de episódios de violência política em nível local.
Esta abordagem prospectiva permite uma navegação mais segura por um cenário político volátil, focando em tendências e indicadores em vez de eventos isolados.

6.0 Conclusão: Navegando a Colisão de Certezas

A presente análise de conjuntura demonstrou que o modelo simbólico, embora não seja uma ferramenta de previsão factual, provou ser útil para identificar a atmosfera e os temas centrais que dominariam o cenário político brasileiro entre 2025 e 2026. Sua força esteve em mapear as tensões estruturais subjacentes, como o conflito em torno de valores morais e a regulação do ambiente digital, mas falhou ao tentar antecipar a forma exata e a magnitude de eventos específicos.
Olhando para a governabilidade pós-2026, a tendência apontada, caso nenhum bloco político alcance uma hegemonia clara, é a de um governo dependente de negociações ad hoc, coalizões temáticas e a manutenção do Centro político em seu tradicional papel de "rei-maker". Esse cenário de fragmentação e alianças fluidas sugere um ambiente de instabilidade contínua, onde a capacidade de negociação será mais crucial do que a coesão ideológica.
O espírito do período analisado, marcado pela ausência de um projeto dominante e pela intensificação de disputas narrativas, é encapsulado de forma precisa pela conclusão da própria fonte simbólica que serviu de base para este estudo:
'Astrologicamente, 2025–26 não favorece hegemonias, mas colisões de certezas.'

Quando o Trump vai cair?

AH – Quando Trump “cai”? Inserir aqui o gráfico do mapa calculado em 15/02/2026 – 09:28 – São Paulo/SP. Querente: Denise Bosch...